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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

The 'Peak'


É engraçado de onde vem um 'brainstorm'; cá estava eu assistindo Blue Mountain State (um seriado de comédia nos moldes de American Pie, com futebol americano como tema) e eis que me aparece um assunto importante num episódio perdido: 'The Peak' ou o 'O Auge' da vida de uma pessoa. E passei a pensar nisso. A ter um brainstorm sobre isso!

Foram mais de duas horas cerca de três cervejas e um pacote de amendoim para eu parar de pensar nisso sem chegar numa conclusão definitiva; sobre o que isso significativa e por isso decidi trazer essa discussão a vocês; e primeiramente vocês devem entender o conceito do 'Peak'; é o ponto alto da sua vida, a melhor fase, o melhor dia, aquele momento em que você vai aproveitar de tal maneira que tudo o que acontecer dali em diante na sua vida será 'pior' do que aquela fase. Podemos dizer que na sociedade machista em que vivemos, para os homens casados e barrigudos essa época é os vinte-e-poucos-anos quando tem um trabalho fácil, sem responsabilidades, as contas são divididas com os pais e a única dona do seu coração é a cerveja, pois as mulheres se alternam de dias em dias; ao mesmo tempo, para a mulher é aquela época em que o relacionamento amadurece e se torna algo lindo; antes de chegar na fase do comodismo padrão... Só que, se me permitem questionar, por que diabos começamos a achar (nós a sociedade) que isso era o Auge da nossa vida?

Não vou me demorar na resposta que acho que é a grande para 90% dos problemas da atualida: a inversão de valores... Nesse caso acho que é um pouco mais que isso; antigamente (não precisa nem ir tão longe, 40 anos atrás) as pessoas tinham sonhos: ser médico, mãe, escritor, ter um carro, ser pai, viajar o mundo, ser ator, virar cineasta... E por aí vai, só que hoje em dia, pela globalização em si, tudo ficou mais fácil (ou menos sonhável, como gosto de dizer) e as pessoas não sonham mais. E, verdade seja dita, viver sem sonhar é uma merda.

Sinceramente eu admiro e pago um pau tremendo pra quem segue atrás dos seus sonhos; não que eu ache feio quem traça metas e planos e vive baseado na segurança financeira; pelo contrário, eu tenho um pouco disso; mas, às vezes, gostaria de ser mais sonhador; porque aí minha vida não teria de chegar ao 'The Peak', porque ele é exatamente isso, o ponto em que seu sonho se realiza! Só que é aí que está a armadilha de tudo, e se um dia você realizar o seu sonho, quer dizer que a partir daí tudo vai descer ladeira a baixo? Não! Porque você vai estar vivendo um sonho! O sonho ao se realizar só abre caminho para novos sonhos e pra mim esse é o conceito-chave do Auge da vida humana, é uma qualidade (ou defeito) que só o ser humano tem a 'Ganancia'. Há quem diga que isso é apenas um pecado; eu acredito que isso, na sua devida proporção é a capacidade de tentar ser feliz cada vez mais e não se contentar apenas com o que a vida lhe deu... É correr atrás do seu destino sabem?

E aí, eu venho pra minha vida e pra vida de pessoas próximas a mim... Até pouco tempo atrás eu tinha uma vida boa, excelente eu diria; e aí eu decidi mudar, por motivos errados, é bem verdade... E aí tudo ficou ruim, muito ruim, porque eu passei a olhar minha vida antes da mudança como 'The Peak'; que eu nunca iria voltar a ser feliz como eu fui! E eu garanto a vocês, durante aquela situação essa era a verdade absoluta... Porém, de repente, num dia nublado qualquer, quando o sol veio e o vento soprou, essa sensação se foi... Eu percebi todas as possibilidades que a vida tinha pra me dar... Que o melhor momento da minha vida é agora; nem o passado, nem o futuro... Simplesmente agora. Agora é o Auge e diferentemente do Monte Everest que termina num ponto, minha vida só tem a subir, cabe a mim continuar a querer isso... É assim com todo mundo, sempre é... Desde a relacionamentos, vida profissional, esportes ou sei lá o que...

Não estou aqui fazendo apologia para que vocês se demitam do emprego agora ou coloquem um fim no seu relacionamento duradouro; pelo contrário, estou dizendo pra você aproveitar sua vida a 100, 120, 150%! Porque a vida é agora e o tempo que vivemos atualmente é o Presente! Um presente que Deus nos deu e nos dá todo dia ao conseguirmos acordar (e se você não acredita em Deus, acredite em si mesmo por ter chegado onde chegou). Não deixe que lhe limitem, não acredite que seu emprego que tem um chefe imbecil, ou seu relacionamento que tem uma sogra chata lhe prenda; perceba que a vida tem infinitas possibilidades, cabe a si fazê-la algo melhor.

Sei bem que isso está soando como texto motivacional, e nunca foi a intenção. A conclusão aqui é simples; o Auge da sua vida não existe; foi uma limitação que você colocou para justificar um possível fracasso e bem; não faça isso... Não quando o mundo está ai aberto pra você. E digo mais, quer uma forma simples de perceber isso? Dê um mergulho no mar e olhe pro céu. Mesmo se tudo mudar, o mar vai estar lá e o céu também. Entendeu? Se tudo mudar, você ainda vai poder ir mergulhar no mar e olhar o céu. A cerveja ainda vai poder descer gelada, etc e tals... Não se limite, simples assim.

(Trago a  linda Adele, porque é sempre bom escutá-la, (: )
                               

Ah você pode gostar do textinho que eu fiz nesse brainstorm quando percebi que meu 'The Peak' era eu mesmo: Sou

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Amor Requer Tenacidade


Eu lembrei dessa história um dia desses sobre dormir, e por isso decidi compartilhar aqui com vocês. É a história de uma pessoa que admiro muito, embora o tempo tenha tornado-a distante a admiração permanece. Por motivos óbvios vou me referir as pessoas da história por iniciais.

C. sempre foi muito confiante de si e uma pessoa a se admirar, porém sempre teve um defeito de mergulhar intensamente nos relacionamentos que arrumava, inclusive no que se iniciou com M.; ele era mais velho e o típico cafajeste que todos já conheceram: apesar de estar num relacionamento sério ainda tinha um relacionamento com a ex por baixo dos panos e vivia saindo por aí para conquistar novas mulheres.

Todas as pessoas que gostavam de C. chegavam para ela pra dizer para largá-lo, que ele era machista, imbecil e pulava a cerca; que ela era muito melhor que ele; que não deveria se submeter a isso... E ela simplesmente sorria, agradecia aos conselhos e permanecia com ele. E aí você deve estar achando que ela é uma perfeita idiota não é? Eu também cheguei a pensar isso durante um tempo e era uma das pessoas que criticava veementemente a posição dela de se manter ao lado dele; porém, com o tempo eu percebi uma coisa: C. era feliz! Muito mais feliz do que 80% ou mais das pessoas que viviam um relacionamento amoroso, e sem sombra de dúvidas, mais feliz que 95% das pessoas qeu conhecia; e esse era o motivo de ela permanecer ao lado de M. mesmo com todos dizendo para ela fazer o contrário, porque ela entendeu desde cedo que sua felicidade era mais importante que a opinião alheia.

Porém o destino é engraçado, e quando eu finalmente tinha dado o braço a torcer e entendido que quem estava certa era ela por perseguir sua felicidade, um episódio mudou tudo; M. que sempre dizia que estava mudando e que garantia olhando nos olhos dela que não era como as pessoas falavam que era acabou sendo denunciado por uma amiga de confiança e aí o relacionamento teve fim. C. ficou desolada, mas não abaixou a cabeça quando as pessoas lhe disseram 'eu avisei', ela simplesmente seguiu em frente; com sua vida. E que vida se sucedeu a partir daí!

Ela conheceu pessoas novas, viveu coisas novas, e num espaço de seis meses distante dele, aprendeu e cresceu como nunca ocorrera em sua vida. O engraçado é que eles se reencontraram e aí resolveram conversar. Vocês já podem imaginar o que ocorreu, ele a inundou com sua lábia e ela o aceitou de volta. Bem foi exatamente isso que ocorreu; só que dessa vez ele realmente mudou.

Hoje eles são, sem sombra de dúvidas, um dos casais mais felizes que já tive o prazer de ver juntos; e simplesmente estão assim porque C. foi tenaz e acreditou que o Amor requer isso. Eu não estou sugerindo que as pessoas devem sugerir em relacionamentos que não tem mais o que dar; trouxe essa história para deixar claro o que aprendi com a história de C.; que às vezes, nossa felicidade é mais importante que o que nos falam, que alguns relacionamentos valem a pena... Que uma segunda, terceira ou quarta chance são válidas. E principalmente que se você ainda ama uma pessoa não deve desistir dela simplesmente porque lhe disseram pra fazer isso. O Amor Requer Tenacidade; e se você não lhe der uma chance, quem dará?

terça-feira, 17 de julho de 2012

5 sinais para o amor dar certo



Esse post nada mais é que uma reflexão do texto do Diego Freire, assista-o, vale a pena:

Nele o Diego explica perfeitamente 5 itens primordiais para um relacionamento dá certo:

1. Sincronicidade, 2. Admiração, 3. Respeito, 4. Putaria, 5. Humildade.

O Diego explica bem (e de forma engraçada) os cinco itens, mas eu queria acrescentar umas palavras a cada um dos tópicos.

1. Além de querer a mesma coisa; o ideal é acreditar na mesma coisa; acreditar num futuro único, fazer planos compatíveis; de nada adianta querer a mesma coisa e divergir na hora de pensar, além da sincronia, um pouco de compatibilidade (e sim, aqui eu abomino aquele termo do 'Os opostos se atraem'; pra estar com outro ser, você precisar combinar com ele, ou no mínimo se submeter a ele; e bem em breve falarei sobre submissão). Pra mim é a segunda maior ruína de relacionamentos; pessoas diferentes tendem a querer coisas diferentes no mesmo momento, e aí tudo que foi construído está fadado a desmoronar quando os Caminhos se Separam.

2. A pessoa que está ao seu lado tem que ser a pessoa que você consiga enxergar algo apaixonante todo dia. Todo mundo já ouviu falar em amor a primeira vista; aqui eu falo sobre se apaixonar todo dia; e pra mim esse é o principal motivo do fim do Amor em si. Se você não é capaz de se apaixonar pela pessoa com quem está, o provável é que se apaixone por outra pessoa; não ache isso loucura, o ser humano é fadado a se apaixonar, porque ele nasceu com uma coisa chamada vontade, e a vontade e o desejo são os pais da paixão. Não minta pra si mesmo quando perceber que não consegue se apaixonar mais pela(o) sua(eu) parceira(o); é mais normal do que parece, e o amor em si não acaba, ele só se transforma em amizade. O problema reside aí, esse tipo de amizade é irreversível, infelizmente. Se acabou a Admiração, acabou o relacionamento, não importa o quanto você sacuda a poeira e tente mudar as coisas.

3. Tenho pouco a acrescentar aqui; ele diz tudo. Todos e tudo merecem seu respeito, principalmente aqueles que lhe são caros; é mais do que as religiões ensinam sobre o amor-ao-próximo é algo sobre fazer bem ao que te faz bem.

4. Também há pouco pra se falar aqui; ou é bom ou não é. E se não é, pode melhorar (e MUITO); é só pesquisar e se informar; mas lembre-se bem: se sua(eu) parceira(o) não está disposto a lhe dar prazer, pule fora; é aqui que você percebe se ela(e) é parceira(o) de verdade, e se não é pra algo que lhe levará ao 'bem-bom' imagina nas horas que você se mergulhar numa pior?

5. Por último, acredito que o mais importante. Todo mundo já ouviu falar do 'O Mundo Dá Voltas' e dá. Não é só a Rotação e a Translação; como seres temporais que somos, estamos fadados ao repetir ciclos, o que é bom agora, em breve não será mais e posteriormente voltará a ser; a natureza nos ensina isso com suas quatro estações; não se engane quanto a isso. Você pode ser melhor que ela(e), mas num tempo futuro a situação se inverte e aí? O inverno chega para todo mundo, tal qual o verão, e lhe garanto, não é legal ficar no frio sozinho. Acrescento que o inverno vem e vai, então não se prenda a alguém só por ter medo de ficar só; os humanos nascem e morrem só, porém tem a oportunidade de escolher alguém(ns) para lhe acompanhar nessa viagem; então escolha bem quem você quer e não apenas pra não ir sozinho.

No mais é isso, amor é o de sempre, algo complexo demais que os humanos sonharam e tornaram realidade.

domingo, 18 de março de 2012

Ceteris Paribus

Estava tão bebâdo que nem reconheci aqueles olhos cheios de fogo, cintilando na minha direção; enquanto o caos tomava posse da minha mente, aquela voz melíflua sussurrou algum tipo de feitiço sobre mim. Eu sorri e disse para mim mesmo 'Ceteris Paribus', com tudo o mais mantido constante, era só mais um alvo.

A ressaca não foi física, é bem verdade que meus lábios estavam vermelhos e inchados, tal qual como meu pescoço e costas exibiam marcas do caminho que os beijos dela haviam percorrido na noite passada; mas o que mais me abalava era o Amor que tinha tomado conta do meu peito. Eu procurei freneticamente por algum tipo de contato com ela, mas ela desapareceu, como tinha de fazer para me enlouquecer.

Tentei levar minha vida sutilmente, rotineiramente, mas nada disso funcionou, não até ela voltar a aparecer. E eu tive que lhe dizer entre a sétima e oitava dose de uíque 'Você me faz isso, me leva para cima, para baixo, danaçando doce, balançando os cabelos aos ventos, olhos hipnotizando, lábios sussurrando encantos'. E ela me sorriu, como se o melhor de mim não fosse o suficiente para saciar o apetite dela. 



Cada manhã que acordava sem tê-la ao meu lado deixava um gosto amargo no café que tomava após vários suspiros. Por mais que eu tivesse vencido incontáveis jogos feito aquele, cada vez mais me sentia preso a um cerco que tendia a derrubar o fortificado coração que tinha em meu peito e tudo que eu queria dizer a ela era 'Ei menina sexy, me liberte de seus feitiços, não se finja de timida, minha flor recém brotada, você pode não ter percebido, mas é única para mim', mas de que adiantaria dizer isso? Não ela era muito mais que súplicas e esforços, ela era um sonho.

Desde então tenho arrumado as coisas complicadas, concertar o que destruí no passado, é bem verdade que recebi duas tapas na cara e inúmeros xingamentos ao tentar consolar os corações que parti em outrora. Mas pelo menos assim me certifico que estou no caminho certo para concertar as asas dos anjos que magoei.

Esse sou eu sem saber o que fazer ao descobrir que aqueles olhos sedutores e cheios de fogo, são os mesmos olhos azulados que vi se inundarem de lágrimas ao me ver sair de sua vida. Lá no fundo eu tinha esse sentimento de nostalgia, que já a conhecia, mas o meu coração teimava em dizer que era de outra vida, e agora sei que o motivo daqueles quadrias se afundarem tão bem as pontas dos meus dedos é porque fui eu quem os domei pela primeira vez.

E agora, enquanto não sei o que dizer ela me diz 'Esse Amor me abalou de tal forma, que eu tinha de voltar e lhe dizer adeus, mesmo que fosse partir meu coração mais uma vez, só para vê-lo sentir sangrar o que infligiu em tantas mulheres', num sussurro firme, lupino e sem alegria. Eu até queria impedi-la, mas não tenho a menor ideia do que responder... Não até sentir meu braço puxá-la de volta para mim e minha boca recitar 'Se aquele foi um Adeus, então deixe eu lhe dar boas-vindas, pois esse seu Amor também me abalou e já não tenho escolha e não lhe direi mais nenhum amor'

Ceteris Paribus, com tudo o mais mantido constante o Amor sempre Abala tudo. 



*Texto originalmente publicado no 'Sussurros de Raposa', meu outro blog.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval Durante o ANO TODO


Eu vejo tanta gente esperando tanto tempo pelo carnaval, falando dele como se fosse a melhor época do ano, como se fosse uma época mágina e que só se repete uma vez no ano; 5 dias onde a ordem é se esbaldar e deixar qualquer preocupação de lado; e só consigo pensar uma coisa 'mas que pessoa fútil'. Calma, antes que joguem as pedras, eu AMO o carnaval, mas por outros motivos que vou explicar ao longo desse texto.

O maior problema, ao meu ver, é que o Carnaval são só mais 5 dias, de outros 365 que a gente tem num ano, e por isso deveriamos nos portar neles como nos portamos nos outros 360. Ah, ai vai tem gente que vai dizer que eu estou sendo imbecil em dizer que no carnaval não é diferente, mas sinceramente? Pra mim não é! O carnaval é a maior festa popular do Brasil, uma época em que todo mundo decide se soltar, e aproveitar a vida como se não tivesse amanhã, de tentar ser feliz ao máximo possível, quando as pessoas abrem os corações para amores sem pé nem cabeça, se divertem com pessoas que nunca olhariam em dias normais e deixam-se levar pelo calor do momento (e que calor). Só que pra mim, essas pessoas estão erradas em serem só assim 'carnavalescas' durante o carnaval! Por que não ser assim o ano todo? Sério!

O Carnaval nos dá uma oportunidade única em repensar o jeito como temos guiado nossa vida durante os outros 360 dias, nos dá a oportunidade de perceber que aquele pudor que temos durante o ano todo não passa de um falso pudor, que o que nós temos vontade mesmo é de ser livre, sem preconceitos contra 'feios', 'idiotas' ou 'do mesmo sexo'; na verdade tudo que a gente faz no carnaval, bem lá no fundo a gente já teve vontade de fazer! E não me venha com essa de 'só fiz isso porque era carnaval', porque isso é mentira! E das feias. Outra coisa que me incomoda bastante é o sentimento das pessoas comprometidas que se privam do Carnaval, como se os 5 dias fossem algo abominável. De verdade, pessoas comprometidas que falam mal do carnaval, pra mim são pessoas que tem vontade de se libertar, que se sentem presas pelo relacionamento, e que sabem que se tiverem a oportunidade de trair, como o carnaval dá pelo seu clima tão cheio de luxúria, iram trair. Eu até entendo a insegurança dos ciumentos, mas se você confia na pessoa que está a seu lado, não é o carnaval que vai fazê-lo trair; tal igual se você é insegura quanto a fidelidade do seu parceiro, não é a privação do carnaval que vai torná-lo mais fiel.

Acredito que se metade das pessoas que vivem reclamando da sua rotina, e ansiando para que o Carnaval chegue logo, resolvessem levar sua vida como se fosse um eterno carnaval, estaríamos num mundo muito mais feliz. Simples assim. Lógico que não estou dizendo para bebermos como se não tivesse amanhã, ou para que beijemos qualquer um que apareça na esquina, e principalmente não estou dizendo para passarmos a usar fantasia no dia-a-dia. Estou apenas afirmando que o sentimento contagiante do Carnaval deveria se estender para o ano todo! Assim como o sentimento do Natal, sabe?

Essa vontade de ser livre, de aproveitar a vida, de não esperar nada de novos amores deveria durar o ano todo, porque, sei lá, ao meus olhos, o maior culpado do fracasso precoce de relacionamentos que ainda estão para começar são as 'projeções'; se vivessemos a vida como vivemos nos carnavais, não haveria cobrança; e aí as pessoas não se decepcionariam! Entende?

Eu amo o carnaval, amo a liberdade, amo os 5 dias de festa, fantasia e feriado, e principalmente amo o carnaval da minha cidade (Recife e OLINDA, hehehehe); porém o que mais amo no carnaval é ver nos olhos das pessoas que elas sentem vontade de 'viver', que elas não estão mais presas às correntes imaginárias que colocaram em si por causa de falsos pudores.

Isso vale pros relacionamentos. Não espere nada de ninguém, pode até ser uma mensagem fria, mas é só um jeito simples de não complicar as coisas, pra que projetar se você mesmo está incerto sobre qualquer possibilidade do futuro (inclusive o que você vai jantar amanhã!). O melhor a fazer com qualquer relacionamento que você tenha, ou que venha a ter é o seguinte 'Aproveitar até não poder mais'; como o Carnaval, aproveitar até as pernas reclamarem, até a garganta fraquejar, até o corpo não suportar mais. Porque a vida é isso, é um carnaval que não acaba enquanto ainda estamos vivos. Só que tem gente que cria sua própria 'quarta-feira de cinzas' e estraga tudo.

Então é isso, carnaval ta vindo aí. Aproveite, se liberte, mas quando acabar, por favor, não precisa se acorrentar, o carnaval pode durar pra sempre, no seu coração. Fica a dica!

P.S.: Se BEBER NÃO DIRIJA.
P.S.S.: Use CAMISINHA!
P.S.S.S.: E viva o CARNAVAL! UHUL!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quando Não Tá Dando Mais Certo


Todo relacionamento tem disso, alguns rotulam como crises, outros como briga dos 'três meses', 'seis meses', '1 ano', '5 anos'... Mas todos sempre tem essa crise, como se depois de um certo tempo, o casal parasse pra repensar na rotina e percebesse que não ta dando certo... O que fazer?

Primeiramente eu penso que isso é tão natural quanto vez ou outra termos vários dias de chuva seguidos (se bem que isso tem uma explicação cientifica né); as crises vem e vão, porque um relacionamento é um acordo entre duas pessoas que estão sujeitas a crise de existencia; e se, uma só pessoa já tende a ter suas crises, imagina duas juntas, com projeções, vontades e imaginação? Sei lá, acho que a crise tem de existir para se ter uma ideia que o relacionamento tá funcionando direitinho sabe?

O maior problema aqui é quando uma das partes não tem 'paciencia' o suficiente pra encarar essa crise, e acaba tomando uma atitude impulsiva de por um fim do relacionamento (pra não falar quando 'dão um tempo'). Só que essas pessoas não param pra pensar se é aquilo mesmo que ela querem. Sei lá, eu digo por mim mesmo, que tenho um relacionamento sólido e estável, e que como qualquer outro está sujeito a crises e tudo o mais; bem eu penso que se um dia eu me ver numa dessas crises eu vou esperar a poeira baixar, por um mês, por dois meses... Até ter uma certeza absoluta que não vou querer voltar, para não macular nada sabe? Pra não acabar e querer voltar atrás. Porque se arrepender é natural, eu sei, mas sempre é melhor pensar direito antes de tomar uma decisão importante, principalmente uma decisão tão importante como mudar drasticamente sua rotina ao por um fim num relacionamento de longa data.

Eu vejo isso melhor, observando o caso de um grande amigo; nós conversamos sobre a crise dele, e por acaso eu entendia perfeitamente o que ele queria dizer quando me confidenciou que 'ela é a mulher certa, na hora errada. Eu me sinto preso, me sinto tragado e cansado. Eu quero tá com ela quando tou em casa, mas ao lado dela, eu quero estar só. Quero aproveitar os amigos, quero aproveitar minha juventude. Eu vejo as outras pessoas, solteiras principalmente, por aí, aproveitando tudo o que podem, e me vejo privado disso, porque não convêm fazer o que elas fazem; não quando se está namorando como eu estou'; e só coube a mim lhe dizer que ele devia pensar direito antes de tomar qualquer decisão. Bem, como ele é uma pessoa bastante impulsiva, ele acabou, e agora ele quer voltar, e ao mesmo tempo não quer. Complicado não? Sei lá, às vezes eu penso que seria melhor ele ter continuado namorando, e que se as coisas não melhorassem, ele poria um ponto final, mas pelo menos quando o fizesse, estaria convicto de sua decisão... Se bem que sempre existe a dúvida né? Na hora de por um ponto final, enquanto se encara os olhos da pessoa que gostamos, sempre existe aquela pontinha de insegurança, e mais ainda de pena. Mas é como uma amiga minha me disse uma vez, e jamais esqueço 'não se pode ter pena na hora de acabar. Se você sai de casa para por um fim no relacionamento, ponha. Não volte atrás, não naquele dia; Você pode até voltar o relacionamento depois, mas não naquele dia, porque senão o que lhe sobra é inquietante sensação de que você não fez o que queria fazer'.

Na minha concepção as crises vem e vão; como acontecem com todo o resto. Sempre é válido pensar se realmente é culpa do(a) parceiro(a) que o relacionamento não está dando tão certo. Será que não é você que está desleixado demais para não dar certo? E se realmente for 'culpa' dele(a) não seria melhor conversar e tentar melhorar? Conversar sempre resolve tudo, mesmo que seja pra por um fim; nunca deixar acumular 'roupa suja' é a grande solução dos relacionamentos; porque quando a gente engole mais coisas do que as saboreia num parceiro, quer dizer que não estamos aproveitando não é verdade?

Existe um velho ditado que diz 'Voltar com ex-namorado(a) é a mesma coisa que comprar um carro usado que já foi seu. Volta com os mesmos problemas e ainda mais rodado'; eu concordo e discordo (se é que isso faz sentido); concordo na parte que sabe que você não se sente satisfeito com o desempenho do carro (ou do parceiro), e discordo porque diferente de carros, pessoas mais rodadas, são mais experientes e podem ter mudado, melhorado, crescido como um todo (porém a recíproca também é verdadeira e também podem ter regredido); além do que, uma pessoa com quem você já teve um relacionamento, provavelmente lhe conhece bem (ou conhecia você, antes de você mudar), e consequentemente vai saber como lhe fazer bem. Só que ai vem outra questão; vocês dois, depois de mudarem são compatíveis? Porque não eram quando acabaram não é verdade?

Isso tudo pode ter sido um monte de asneiras pra muita gente, mas na minha cabeça é bem simples: Acabar só quando não se tem nada a ganhar na companhia do(a) parceiro. A grande solução é pensar direitinho. Porque um parceiro(a) é o maior investimento que você pode fazer na vida, é sua companhia, seu alicerce para construção do seu futuro e semente para cultivar uma familia; logo nada melhor do que pensar bem antes de arriscar tudo a perder não é verdade? Fica a dica; ser impulsivo, na maioria das vezes é burrice. E no fim, às vezes, as crises são um ponto de partida para recomeçar tudo, para tentar algo novo, para melhorar. É mais válido tentar recomeçar do que terminar, não acha não?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Como emputecer uma mulher

Sim, você viu o título certo. É isso mesmo que eu quero dizer; "como emputecer uma mulher". E a resposta é simples, é só desmarcar um encontro com ela! Li alguma coisa do tipo faz um tempo que me fez refletir bastante. Era um texto sobre quando um cara chama uma mulher pra sair, que fala exatamente do auê que é pra gente. E coincidiu com uma história que aconteceu com uma amiga minha outro dia desses.

Voc
ês por acaso sabem o transtorno que é pra nós quando um cara nos chama pra sair? Pra tomar um sorvete que seja... E sabem por que? Porque nós, mulheres, precisamos estar preparadas para tu-do! E não importa o quão madura e bem resolvida a mulher é, esse estresse é comum a TODAS nós.

Digamos que você está paquerando com um imbecil qualquer do seu trabalho. Esse imbecil finalmente toma a iniciativa no final do expediente e te chama pra sair. Ele olha pra você com aquele olhar sabe? Que vem de baixo, como se tivesse um pacote de merda amarrado às calças, dá um risinho mais sem graça que Zorra Total e finalmente começa a falar, como quem pede uma dúzia de pães ao padeiro:

- Ent
ão, tava pensando assim... Sei lá, se a gente não podia fazer algo um dia desses, um jantar ou algum barzinho... Claro, se der pra você, não quero atrapalhar...

FUDEU! Começa maldita odisséia! Você sorri com ar de tranquilidade e de mulher angelical, dá uma respirada profunda e responde:

- Claro que sim, me liga dia desses...


E a imagem do capeta(ou da Cláudia Ohana pelada) vem na sua cabeça e você lembra o tanto de coisas que esse encontro mobilizará. Sua vontade é soltar um gritinho bem agudo, mas você segura, dá um risinho pro camarada e segue pro seu carro.

Foi dada a largada! Sim, porque se
você tá solteira tem coisas que você praticamente só se preocupa quando tem algum encontro como depilação completa e total. É evidente que se você quer caber naquele vestido incrível, já vai começando a dieta da água(ou seja, só bebe àgua até o dia tal) porque é claro, acima de tudo marcar encontros é super saudável pra gente. Desmarca o almoço na casa dos  pais, os drinks com a melhor amiga, enfim... Todo e qualquer compromisso que venha a atrapalhar o processo de organização para o encontro.

Deve-se reservar ao menos 3 horinhas para o sal
ão, isso é de praxe. A coisa toda começa com a depilação. Acreditem, existem muitos tipos de depilação: é buço, perna, axilas, sobrancelha, cantinho, cantão(ou x9) enfim essa parte é praticamente um mandarim só entendido pelas garotas. Você xinga a pobre da depiladora de tudo que vem a cabeça e sonha em ser a Claudia Ohana - Foi-se 1h do dia.

Depois vamos fazer as unhas. Mão e pé, claro! Porque por mais que o seu salto seja fechado, o filho da puta vai arrumar um jeito de ver seu pé. Nunca vá sem fazer as unhas do pé, é a famosa Lei de Murphy! Aliás, que tara bizarra do caralho, né? Tanta coisa pra ter tara... É peito, bunda, cabelo, o caralho a quatro e o cara me vem com essa tara ridícula em pé... Enfim, vamos esquecer meus joanetes.

Toda mulher malandra usa a tática-ganha-tempo de fazer as unhas enquanto faz a escovinha/hidrata
ção, pode dar uma merda grande e borrar tudo numa das puxadas de cabelo. Mas faz parte e as bees entendem! - Menos duas horas.

Dependendo das suas inte
ões... Não, dependendo nada! Em todo o caso você vai comprar lingerie nova. Lembra? Lei de Murphy! Vai que por um triste acaso do destino seu vestido rasga e seu sutiã velho fica aparecendo? Vai que na porra do bar tem uma escadaria daquelas bem desgraçadas e com aquelas frestas enormes entre degraus e o cara ainda resolve te colocar pra subir antes? - E lá se vão mais 2 horas do seu dia.

Por sinal, rapazes, por acaso voc
ês sabem o quão cara é uma boa lingerie? Sim? É tipo o preço desse seu novo GPS! Algum de vocês gostaria que eu entrasse no carro e desse umas marretadas nele? Pois é... Então porque diabos fazem questão de estragar a droga da lingerie? Façam um favor a nós e a vocês mesmos, evitem danificar nossa lingerie. A probabilidade de nos verem de novo sobe tipo uns 50%.

Tor
ça pro encontro ser no final de semana. Porque se for durante a semana, fodeu bonito! Significa que você terá que fazer tudo isso no seu horário de almoço/ horinhas entre a hora que você larga e a hora do encontro. E tente dormir o sono da beleza na noite anterior(se conseguir!), você não vai querer ficar com olheiras e bolsas impossíveis de disfarçar até com a sua maquiagem MAC.

Outro processo lento e doloroso é a escolha do look. Será que é demais pro lugar? Isso quando o gracinha n
ão resolve que o lugar "é surpresa". Será que ele vai achar ousado demais? Comportado demais? Será que tá marcando minha barriga? Essa bolsa combina com o esmalte?

E nem adianta pedir uma dica sobre a roupa. Ele vai dizer "roupa de bar, sei lá, normal...". Como meu namorado faz, sempre que vamos pra uma festa mais arrumada tipo um casamento e eu pergunto como é a roupa, ele diz "roupa normal, ué? De casamento..."- Nessa etapa se perde de duas a tr
ês horas no mínimo + muitas ligações.

Que perfume usar? Uso iluminador? Delineador? Cílios posti
ços? Gloss? Não, gloss não. Meleca demais! Que cor de batom fica bom? Vermelho é muito putal? Ah, mas esse é sexy no ponto certo... Será?

E aí voc
ê passa horas passando mil camadas de rímel e separando cílio por cílio com um palitinho, passando cola e pregando cílios postiços, passando e tirando o delineador que sempre borra no final e te faz refazer toda a maquiagem de um olho. Comigo sempre acontece de eu terminar de passar o rímel e espirrar, é tipo automático. Um inferno na terra!(Ele nem vai notar nada disso. Exceto pelo gloss que eles geralmente odeiam na prática. Porque na teoria acham lindo aquela loira gostosa de gloss no comercial de cerveja) - Menos 1h.

E tem as ratas de academia que n
ão deixam de dar aquela passadinha básica nem que seja pra dar uma inchada e enrijecida na bunda e nas pernas. E eis que chega a hora do banho, hidratantes, óleos e todo o ritual de esfoliar, perfumar e hidratar. Você se veste, se maquia, escolhe a bolsa, perfume e sapato, enfia a sua calcinha intra-uterina e o sutiã estrangula-tetas(sim, porque ligerie ou é bonita, ou confortável. Nem tentem me dizer o contrário. Lembrem-se da Lei de Murphy e esqueçam as calçolas super-confortáveis-enormes beges e os sutiãs sem bojo).

Voc
ê está pronta esperando o paspalho chegar. Começa agora a preparação psicológica. Porque a essa altura a ansiedade tá a mil, você alterna entre "vou" e "não vou" umas 60 vezes em um minuto(fase da dualidade). Dou ou não(já é o quinto encontro e...)? Acho que não vou mais(fase do acovardamento)! Ele chega. Você dá um risinho simpático acompanhado de um aceno e vai se direcionando ao carro dele rezando pra Nossa Senhora da Bicicletinha te dar equilíbrio e te ajudar a não cair no trajeto.

Enfim, meninos toda a nossa naturalidade e delicadeza é a mais pura incena
ção. A gente ralou sim, e muito pra chegar linda e pontual! Por isso, elogiem e não desmarquem em HIPÓTESE ALGUMA um encontro! Porque agora vocês já sabem o perrengue que é pra gente, pra vocês chegarem com uma desculpinha meia-boca de que o melhor amigo acabou o namoro e tá precisando de uma força, ou porque sua unha do dedo mindinho do pé esquerdo encravou - GATO PLEASE!

Isso quando n
ão dizem apenas "aconteceu um imprevisto". - MAS QUE DROGA DE IMPREVISTO??? Defina "imprevisto". Tá morrendo? Espero que sim! - Não é só o fato de eu ser chata demais. É que é foda, passar por tudo isso pra ter que engolir essa de "imprevisto" apenas. Por favor, coração...

Se foda, pode vir me buscar do jeito que for. Em maca de hospital, vomitando sangue. Q
uero nem saber! As chances de desmarcar e não ser um completo filho da puta: Morte, AVC, doenças infecto-contagiosas, DST's, atropelamento, Gripe suína ou qualquer coisa do tipo. Ah, e por favor, marquem com antecedência e informem o local pretendido, pelos motivos acima citados.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sem atitude por opção

Esse texto é em resposta ao post de ontem do meu amigo Bruno. Conforme eu ia lendo, respostas óbvias iam surgindo na minha mente. Resposta da primeira pergunta: Quem inventou essa regra estúpida de que o homem é quem deve tomar a atitude para o primeiro contato, foram vocês mesmos, rapazes. E eu vou explicar o por que.

Não, eu não vou começar a cantar a velha canção do machismo, nem se preocupem! O que ocorre, de fato, é que uma mulher cheia de atitude assusta. PONTO - Isso é um fato, queridos! Há quem diga que as mulheres de atitude são ainda mais sedutoras, mas será mesmo?

Quando a gente chega num cara, ele pensa logo que a gente não presta. Afinal, as melhores coisas nunca caem no nosso colo! Pelo menos é esse o pensamento da maioria dos homens. Se você não é uma mulher digamos assim, "comedida", prepare-se para deixar o rapaz cheio de dedos!

Porque é da natureza masculina querer ter o controle das coisas e a gente pode pelo menos deixar eles pensarem que têm esse controle já que o ego masculino é uma coisa super frágil(e facilmente inflável). Há certas mentiras que fazem um bem danado ao ego deles, por exemplo deixar eles pensarem que só depende deles chegar ou não em alguém.

É de se entender, meninas... De uns tempos pra cá, as coisas mudaram de maneira grotesca! A gente passou a ter controle total das nossas vidas. Somos profissionais iguais ou até melhores que eles e ainda arrumamos tempo para tomar conta dos filhos, da casa e para ficarmos lindas. Acho que nós podemos permitir que os pequenos detalhes ainda caibam aos homens. Porque é bom ter atitude sim, mas melhor ainda é sermos sutís e delicadas conseguindo o que queremos com apenas um olhar.

Pois é! Se você ainda não parou pra pensar, ele só vai tomar a atitude de tentar um primeiro contato, se sentir abertura(ou se estiver bêbado o suficiente). E no fim, por mais que eles tenham a atitude inicial, nós que dizemos se queremos ou não. A decisão é nossa de todo jeito. Nós sabemos como ser irresistíveis e como fazer eles ficarem desesperados para nos conhecerem melhor. Surpreenda com um bom papo e um bom perfume. Já é muito mais do que eles têm encontrado por aí, eu garanto!

Quando eu digo ser "sem atitude por opção" não quero dizer pra fazer a linha songa-monga, tá? Até porque, fazendo isso voc
ê não vai atrair atenção de ninguém! E mais, também não é uma regra... Eu já fui muitas vezes a mulher de atitude que chega em alguém, como também já fui a mulher que faz de conta que não tem atitude, só pra ver no que ia dar. Depende muito da intenção!
Porque convenhamos, homens podem até achar sexy uma mulher com atitude... Mas eles querem algo sério com uma mulher extremamente sexy e atrevida ou com uma mulher delicada, sutil, inteligente, divertida, discreta e que acaba sendo sexy "inconscientemente"? Pois é, por isso que eu digo, vai da sua intenção com o rapaz em questão.

Isso pode parecer baboseira machista, mas não é! O que eu quero dizer é que voc
ê não precisa chegar em ninguém se isso não for algo com que você se sinta à vontade! Acho que tudo é válido partindo do ponto que é espontâneo. É como dizem por aí; pessoas espontâneas são encantadoras naturalmente, não importa se estão no canto delas ou puxando assunto com alguém.

Para todos os tipos de mulher sempre existirão homens compatíveis. Seja ela uma mulher de atitude ou não.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por Um Mundo de Mulheres Com Iniciativa!


Quem foi que inventou essa regra que o homem que tem que dar em cima das mulheres? Quanto mais eu penso no motivo de termos tantas pessoas solteiras e infelizes (lógico que existem pessoas solteiras que são felizes, ou pelo menos assim se sentem até chegar o domingo), mas eu acho que a resposta está enraizada a essa questão. Homens são ruim de fazer várias coisas ao mesmo tempo, então como é que vão prestar atenção em todos os sinais que as mulheres dão quando estão flertando? Não seria muito mais eficaz que as mulheres fizessem isso?

Ontem mesmo, eu tava num bar/boate com a minha namorada e suas amigas, curtindo o show cover de The Killers até que uma cena peculiar me intrigou, o jeito como um cara dava em cima de uma garota próxima a eu e a minha namorada.

Eu sei que tou meio enferrujado, e nem posso dizer o jeito certo como dar em cima de uma mulher, mas sem nenhuma dúvida eu posso afirmar com claríssima certeza que não é com um 'oi, porque você ta aqui sozinha e não ficou com ninguém?'

É sério; Pra mim simplesmente não faz sentido essa cultura machista que diz que o homem tem que dar em cima, até porque, venhamos e convenhamos, as mulheres em 70% dos casos tem mais cabeça para iniciar um dialógo sadio, porém elas ficam lá, como flores num vaso, esperando terem a sorte de ser regadas; o problema é que quem rega essas flores, normalmente as rega com uma água que ninguém quer.

Sei lá, acho que é por isso que existe tanto homem idiota por ai, com mania de menino pequeno de puxar o cabelo, esbarrar, só para tentar fazer a mulher prestar atenção nele, porque simplesmente não sabe o que dizer. Porque quer impressionar. Eu até entendo a insegurança de ser rejeitado, mas não é muito melhor chegar com um 'oi tudo bom, meu nome é sicrano; você ta aqui desde o inicio? ta curtindo os shows? você faz faculdade de que?'; e olha que isso é só o trivial que qualquer palerma que saiba falar pode usar; não é muito melhor chegar com uma cantada que impressione?

Nessas horas acho que é até válido ser o 'engraçadinho', eu tiro isso por experiencia própria e de amigos, que não necessariamente ganharam garotas pela beleza.

Por isso, sempre que uma amiga minha pergunta como faz pra arrumar um homem decente, eu tento responder mais ou menos o seguinte 'se movimenta, po'; afinal, como diz o ditado, quem procura acha; e mais ainda é errando que se acerta. Nos dois casos vejam só que é a pessoa que se movimenta que consegue resultados, e não a quqe fica aguardando uma ajuda do destino. Nada contra as almas gêmeas e os amores à primeira vista, mas eu acredito que se metade das mulheres que vivem se queixando de não arranjar um homem decente fossem a 'caçada', não estariam reclamando, ou pelo menos não estariam se queixando e sim arrumando um modo de arrumar homens melhores.

É tudo questão de oferta e demanda (como sempre), se você só oferta vai precisar que achem você; porém se você demanda, vai estar achando o que procura (é que nem ir as comprar, você prefere ir atrás da roupa que quer, ou esperar ter a sorte de ela cair no seu colo, escolhida por sua tia-avó; leia-se destino). E ainda digo mais, mulheres com atitude estão em falta no mercado, então se você se tornar uma, tenho uma EXCELENTE noticia, você nunca vai estar só.

P.S.: eu sei que isso não vem ao caso do POST, mas tem uma coisa que me irrita mais que idiotas que não sabem começar um dialogo com uma mulher; é uma mulher que fica fazendo fricote pra dizer um NÃO pra esses idiotas, esse com CERTEZA é o motivo de existirem esses idiotas. Digam NÃO se não querem, simplesmente, ou vocês são tão carentes para precisarem ter seu ego adulado por idiotas imprestáveis? Fica a dica: diga NÃO se NÃO QUEREM.

sábado, 5 de novembro de 2011

Qual é a metade da laranja?

Hoje eu tava esperando uma ideia cair no meu colo sobre que presente dar pro meu namorado de 1 ano de namoro, foi então que eu percebi: o maior presente que nós podemos dar um ao outro é ficarmos juntos. Pensei em zilhões de possibilidades, caixa dos sentidos, garrafa com carta, mural de fotos, almofada, fui no santo Google e não achei nada que me agradasse. Não que eu seja do tipo que ama demonstrações públicas de afeto mas resolvi que o melhor cartão que eu posso dar é um post aqui no meu blog:

Eu pego um ônibus e nos assentos da minha frente tem duas mulheres, quando começo a prestar atenção na conversa delas percebo que o tema é "Como é difícil encontrar alguém hoje em dia". É difícil? Pode até ser, mas impossível não é! Enquanto as pessoas reclamam que está impossível achar alguém que valha a pena, eu olho pro lado e só posso pensar o contrário.

As pessoas estão idealizando demais, exigentes demais, ansiosas demais e querendo tudo do jeito que querem na hora que querem. Você não pode passar um ano solteira que isso significa que você nunca vai encontrar alguém. Você não pode sair um sábado sem que alguém demonstre interesse por você. Se você fica com um cara e ele não te liga no dia seguinte, é o fim do mundo e você é a pior e mais feia das mulheres. Você está prestes a completar 30 e ainda não casou? Ih... No drama, please!

O amor é imprevisível! Ele te pega quando você decide dar um tempo de relacionamentos sérios, às 5h da manhã, bêbada, no fim de um show no qual você já ficou com 4 pessoas pra esquecer o mais recente ex-namorado. E enquanto você fica carente, sofrendo com comédias românticas e sábados vazios, ele passa correndo. Não adianta, quanto mais você pede por um namorado, mais longe fica o cara pelo qual você espera. Não é assim que funciona, o amor simplesmente não acontece quando você quer.

Enquanto você passa a noite esperando um determinado cara chegar em você, lançando se
us melhores risinhos, sua melhor dancinha e jogada de cabelo... Esquece de olhar ao redor e reparar no cara que estava do outro lado e não tirou os olhos de você. É como diz Martha Medeiros "O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa". Você esbarra em um cara no meio da rua, mil pensamentos te perturbam: "ele é até bonitinho", "ele podia pedir desculpas e começar uma conversa", "será que ele é casado?"... "e aí a gente ia casar e ter 3 filhos, morar num apartamento grande com vista pro mar..." - Nada acontece. Quando você está com a sua melhor roupa, o coração tranquilo, bem no emprego... Nada acontece. Quando você está com o seu melhor vestido, maquiagem impecável... Nada acontece!

Sabe aquele dia que você deixou de viajar com os amigos por causa do trabalho? Que você tá puto porque o pessoal tá tomando todas no feriadão prolongado e te ligando pra ter conversas bêbadas? Aquele dia que você saiu pra beber até trocar as pernas? Aquele dia que você resolveu pegar todas que dessem mole? Que você nem tá tão bem vestido? Que você foi de carona? É aí que o amor aparece, entre uma virada de tequila e outra.

Ele pode vir com uma conversa mole do tipo "Oi Alice, como é seu nome?", tipo esse que você pensa: "Que idiota!" mas acaba entrando na brincadeira já que você está bêbada demais pra filtrar e quando você vai ver se passou uma semana, um mês, um ano... Quem sabe não passa a vida toda com o idiota? E lá vem mais clichê: o amor pode estar em qualquer lugar. Pode ser aquele colega de trabalho aparentemente pacato ou aquele ator sensacional que você conheceu numa livraria por acaso. Nada é impossível, não é mesmo? Muito menos encontrar o amor. Mas é bom parar de procurar desesperadamente porque pode ser que enquanto você procura, ele também esteja atrás de você e vocês podem estar andando em círculos.

Não espere ouvir que ele te ama no dia do aniversário de namoro ou receber flores maravilhosas com um cartão incrível após a primeira transa. Você vai ouvir "eu te amo" num engarrafamento no fim de uma segunda-feira bem filha da puta, com os cabelos esquisitos, sem maquiagem e com a roupa de trabalho já amassada ou até no carnaval de Olinda, no meio de um encontro de blocos. E as flores? Bem, talvez ele te compre uma flor, sem cartão nem nada, naquele tiozinho que passou oferecendo, num botequim. Porque é como eu disse: o amor é imprevisível!

Amor não se procura. Amor se encontra. Amor não se pede nem se espera. Amor se vive. E n
ão existe "o alguém pelo qual você sempre esperou", existe alguém que tava no lugar certo e na hora certa e que soube ir ficando.

Fizeram a gente acreditar que nós somos a metade de uma laranja. Que duas pessoas pensando igual, agindo igual, é o jeito certo para um relacionamento funcionar. Esqueceram de dizer que o nome disso é anulacao. E que cada um de nós tem uma personalidade diferente e especial.

Ninguém nunca na vida vai ser perfeito pra voc
ê, ninguém te completa. É como diz a minha tia: a metade da laranja é uma maçã. Thanks God! Imagina se os dois fossem sentimentais demais? Ou insensíveis demais? O equilíbrio é que é bom!

Se voc
ê procura a outra laranja, tenha certeza que decepções não irão faltar. Ninguém precisa da outra metade da laranja, de alguém que o complete. Porque nós já somos completos, precisamos de alguém que entenda e ame o fato de não termos formas e sementes iguais. Ninguém merece carregar nas costas o fardo de completar o que nos falta! E jogue as mãos para o céu aquele que encontrou sua metade da maçã!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O suor das mãos e as borboletas do estômago

Tem horas que eu tenho vontade de dar os conselhos que não me deram. Sabe, às vezes a gente precisa ouvir alguma coisa que não venha acompanhado de frases clichês do tipo "você colhe o que planta". Às vezes a gente precisa de um conselho com consistência, nostalgia e até arrependimento. Talvez esse conselho não alcance ninguém, mas eu vou falar mesmo assim.

Mesmo que anos atrás eu não fosse querer ouvir conselho algum, seria ótimo se tivssem me dado. Não é que eu seja muito da vivida, mas é que só olhando pra trás a gente consegue ver as coisas com mais clareza e menos sentimento. Tem gente que aprende com os erros dos outros, tem gente que não. Eu sou do tipo que se dizem que enfiar o dedo na tomada dá choque, eu vou lá e enfio pra ver no que dá. Ou seja, nada de conselhos pra mim!

Se você é como eu, não aconselho seguir lendo esse texto. Ou aconselho, porque né? Se você é como eu, não vai querer ouvir um conselho meu sobre não ler meu texto sobre conselhos... (WHAT????). Sim, essa sou eu em modo paranóico falando(escrevendo) sem pausas para respirar.

O que eu vim falar hoje aqui é sobre o primeiro amor da nossa vida. Sim, porque depois do primeiro existirão muitos outros amores da sua vida. E eu não estou falando do amor platônico que eu tinha no auge dos meus 7 anos, que me fazia escrever cartas destinadas ao Leonardo DiCaprio e que nunca foram enviadas... Eu falo do primeiro amor recíproco!

Existem coisas que não voltam mais, como o primeiro amor. Se eu só pudesse dar um só conselho sobre isso seria: Crie seu conto de fadas como quiser, porque essa é a hora de fantasiar. Porque nem você, nem o tal carinha sabem muito bem o que estão fazendo. E isso não necessariamente significa que você precisa ter 10 anos pra não saber o que está fazendo, ou ter o seu primeiro amor.

E eu digo isso porque o meu foi lá pelos 15 anos. Eu transbordava sensualidade com meu penteado de sempre; rabo de cavalo, corpo esquisito e vestimenta confusa. Ele também não era o príncipe encantado (pros outros), porque pra mim era o que existia de mais maravilhoso. Eu podia ter boas recordações disso, mas não tive.

Eu tive medo. De me magoar, de magoar ele, de magoar outras pessoas, de parecer ridícula, de não saber o que fazer, de estar exagerando. E por medo, nada fiz. Me expus mais do que deveria por pura inocência e deixei de viver essa coisa fofa que é o primeiro amor. E eu digo deixei de viver porque ele não foi uma coisa concretizada, vivida... Ele só existiu nos meus sentimentos.

E hoje, olhando pra trás o que eu tenho a dizer é que não se pode ter medo. Porque querendo ou não; a gente não vai saber o que fazer, vai exagerar, vai chorar horrores, vai sentir muito frio na barriga, vai querer sair correndo pra bem longe, vai querer correr em direção a ele, vai ligar e desligar só pra ouvir a voz, vai cantar qualquer coisa chorando (na minha época era Avril Lavigne), vai se desesperar e achar que nunca mais vai amar alguém assim. Mas vai.

E essa inocência não volta mais, assim como o primeiro amor. Por isso aproveite pra fazer cenas de novela, dramas imensos, sonhar bastante, brincar de verdade ou consequência, pra escrever cartas e mais cartas, idealizar o príncipe encantado, dar ursinhos enormes com chocolate, ir no cinema e não prestar atenção em um segundo do filme pensando no que fazer, dar um beijo no intervalo da aula escondido atrás da pilastra, de ter as mãos suadas e os olhos inquietos, pra riscar as bancas com músicas e corações, pra fazer demonstrações públicas de afeto... Essa é a hora, depois a gente fica velho demais, sem tempo demais e chato demais pra tudo isso. E não, essa não é a sua mãe falando, muito mentos aquela tia-avó que só se vê de ano em ano.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As três histórias de Steve Jobs.

Hoje depois de um dia muito atarefado e totalmente desconectado do mundo, me sentei de frente pra Tv com um pratão de lasanha... Eis que passa na chamada: "Morre Steve Jobs...". Tomei um susto. Não que fosse uma novidade pra mim a doença dele, mas é que eu acho que ainda não tava esperando ouvir isso.

Passou a notícia e em seguida um trecho de um depoimento dele que me fez pensar na vida. Todos sabem de sua genialidade e da revolução feita por Steve com a Apple, seus ipods, iphones e ipads -  pelo profissional e pelos feitos tecnológicos, ele será sempre lembrado. Mas não é sobre isso que eu vou falar hoje aqui. Eu resolvi falar sobre o ser humano, sobre como Steve Jobs me fez chorar numa quinta-feira corriqueira.

Tudo isso porque ele tocou em pontos fundamentais da minha vida e que, muito provavelmente, são da sua também. Mas todos esses pontos estão diretamente ligados a um único ponto: o amor. Steve Jobs fala sobre amar a vida, a profissão e as pessoas. Aqui vai o depoimento inteiro (o texto é longo mas vale muito a pena!):

"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado."

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acabou? De quem é a culpa mesmo?


Sempre é a mesma coisa; 'a culpa é dela que não mudou', ou 'a culpa é dele por não parar de falar com aquelas piriguetes', ou ainda pior 'a culpa é dele por não me dar tanta atenção'. Calma lá, será mesmo que a culpa é só de UMA das partes de um relacionamento?

Pra mim não tem essa não sabe? Se o relacionamento tem duas partes, quando ele não dá certo, as duas tem culpa por dar errado, é óbvio que em vários casos uma das partes tem mais culpa que as outras, mas não conheço nenhum em que ambas as partes são inocente.

Se o casal terminou porque ela era muito ciumentas, provavelmente ele não a ajudou a sanar esse problema. Provavelmente ele tinha aquelas 'amigas' que ela odiava, e das duas uma, ou fez exatamente o que ela mandou ele fazer, como se afastar das 'amigas' e fez ela acreditar, mesmo que inconscientemente que ter ciumes era certo; ou ele continuou a manter o relaciomento que tinha com as 'amigas' o que só fez ela explodir em várias crises que culminaram o fim do relacionamento. Qual seria a solução desse caso então? Nem 8 nem 80, um consenso. Se ela era explosiva e tinha ciúmes incontroláveis, não cabia a ele tentar domar aquilo ou pedir pra que ela mudasse, cabia a ele entender e passar não condená-la durante as explosões, porém, ao mesmo tempo, ele deveria deixar claro que não iria mudar seus relacionamentos por causa dela, pois ele era livre pra ir e vir, e decidir com quem se relaciona, só que iria sim levar em consideração a opinião dela (mesmo que infundada) e iria manter um relacionamento com essas 'amigas' que não desse brecha pra nenhuma segunda intenção (ou terceiras, ou quartas).

Na verdade, o dialógo é a solução de tudo. Enquanto guardamos os sentimentos e opiniões, acreditando que o amor é um jogo como poker, no qual quem tiver as melhores cartas vence, nada pode dar certo. Se o amor é um jogo de cartas, é a canastra, onde podemos sim fazer um bom jogo por si só, mas o melhor jogo que obtemos é quando pegamos a 'sujeira' dos outros. É o mesmo com amor, o melhor resultado obtido é quando aprendemos com os erros alheios, e mais ainda, quando aprendemos a respeitar as diferenças, tentando achar uma solução em que ambos melhorem de situação com a maior transparência possível. Não sou tolo ao ponto de dizer que o casal perfeito é aquele em que ambos são super-sinceros, como Luiz Fernando Veríssimo na sua sitcom 'Super-sincero'. Não, não... Tudo em excesso faz mal, inclusive a transparência, imagina só namorar com alguém invisivel? Tem que ter um pouco de vermelho ou violeta.

Então tome cuidado quando for dizer para alguém, ou para si mesmo que a culpa do relacionamento que não prosperou é de fulano ou sicrana, quando na verdade todas as partes são culpadas, principalmente por não ter dado seu melhor para que o relacionamento não chegasse naquele fatidico fim.

Obs: eu falei anteriormente que não tem nenhum caso em que só uma das partes tem culpa; na verdade existe, é a traição, porém há quem diga que em alguns casos a traição não é culpa só do traidor; que às o traído ajudou a construir a vontade da pulada de cerca. Eu particulamente discordo quanto a isso. Traição só tem um culpado, aquele que pula a cerca. Assim como eu acredito que no caso em que ela trai, e ele ao descobrir também trai, é bem simples de declarar o culpado: Ele é condenado por trair, não tem essa de ele fez porque ela fez. Ele fez porque quis. Só que o erro dele nem é justificado pelo dela, assim como também não apaga o dela. Então ambos estão errados, e acredito que quem comete a traição por vingança é pior, pois a vingança em si é uma falsa sensação de justiça.

P.S.: Em breve farei um texto sobre traição e suas perspectivas. Aguardem!