Esse texto é em resposta ao post de ontem do meu amigo Bruno. Conforme eu ia lendo, respostas óbvias iam surgindo na minha mente. Resposta da primeira pergunta: Quem inventou essa regra estúpida de que o homem é quem deve tomar a atitude para o primeiro contato, foram vocês mesmos, rapazes. E eu vou explicar o por que.
Não, eu não vou começar a cantar a velha canção do machismo, nem se preocupem! O que ocorre, de fato, é que uma mulher cheia de atitude assusta. PONTO - Isso é um fato, queridos! Há quem diga que as mulheres de atitude são ainda mais sedutoras, mas será mesmo?
Quando a gente chega num cara, ele pensa logo que a gente não presta. Afinal, as melhores coisas nunca caem no nosso colo! Pelo menos é esse o pensamento da maioria dos homens. Se você não é uma mulher digamos assim, "comedida", prepare-se para deixar o rapaz cheio de dedos!
Porque é da natureza masculina querer ter o controle das coisas e a gente pode pelo menos deixar eles pensarem que têm esse controle já que o ego masculino é uma coisa super frágil(e facilmente inflável). Há certas mentiras que fazem um bem danado ao ego deles, por exemplo deixar eles pensarem que só depende deles chegar ou não em alguém.
É de se entender, meninas... De uns tempos pra cá, as coisas mudaram de maneira grotesca! A gente passou a ter controle total das nossas vidas. Somos profissionais iguais ou até melhores que eles e ainda arrumamos tempo para tomar conta dos filhos, da casa e para ficarmos lindas. Acho que nós podemos permitir que os pequenos detalhes ainda caibam aos homens. Porque é bom ter atitude sim, mas melhor ainda é sermos sutís e delicadas conseguindo o que queremos com apenas um olhar.
Pois é! Se você ainda não parou pra pensar, ele só vai tomar a atitude de tentar um primeiro contato, se sentir abertura(ou se estiver bêbado o suficiente). E no fim, por mais que eles tenham a atitude inicial, nós que dizemos se queremos ou não. A decisão é nossa de todo jeito. Nós sabemos como ser irresistíveis e como fazer eles ficarem desesperados para nos conhecerem melhor. Surpreenda com um bom papo e um bom perfume. Já é muito mais do que eles têm encontrado por aí, eu garanto!
Quando eu digo ser "sem atitude por opção" não quero dizer pra fazer a linha songa-monga, tá? Até porque, fazendo isso você não vai atrair atenção de ninguém! E mais, também não é uma regra... Eu já fui muitas vezes a mulher de atitude que chega em alguém, como também já fui a mulher que faz de conta que não tem atitude, só pra ver no que ia dar. Depende muito da intenção!
Porque convenhamos, homens podem até achar sexy uma mulher com atitude... Mas eles querem algo sério com uma mulher extremamente sexy e atrevida ou com uma mulher delicada, sutil, inteligente, divertida, discreta e que acaba sendo sexy "inconscientemente"? Pois é, por isso que eu digo, vai da sua intenção com o rapaz em questão.
Isso pode parecer baboseira machista, mas não é! O que eu quero dizer é que você não precisa chegar em ninguém se isso não for algo com que você se sinta à vontade! Acho que tudo é válido partindo do ponto que é espontâneo. É como dizem por aí; pessoas espontâneas são encantadoras naturalmente, não importa se estão no canto delas ou puxando assunto com alguém.
Para todos os tipos de mulher sempre existirão homens compatíveis. Seja ela uma mulher de atitude ou não.
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Por Um Mundo de Mulheres Com Iniciativa!
Quem foi que inventou essa regra que o homem que tem que dar em cima das mulheres? Quanto mais eu penso no motivo de termos tantas pessoas solteiras e infelizes (lógico que existem pessoas solteiras que são felizes, ou pelo menos assim se sentem até chegar o domingo), mas eu acho que a resposta está enraizada a essa questão. Homens são ruim de fazer várias coisas ao mesmo tempo, então como é que vão prestar atenção em todos os sinais que as mulheres dão quando estão flertando? Não seria muito mais eficaz que as mulheres fizessem isso?
Ontem mesmo, eu tava num bar/boate com a minha namorada e suas amigas, curtindo o show cover de The Killers até que uma cena peculiar me intrigou, o jeito como um cara dava em cima de uma garota próxima a eu e a minha namorada.
Eu sei que tou meio enferrujado, e nem posso dizer o jeito certo como dar em cima de uma mulher, mas sem nenhuma dúvida eu posso afirmar com claríssima certeza que não é com um 'oi, porque você ta aqui sozinha e não ficou com ninguém?'
É sério; Pra mim simplesmente não faz sentido essa cultura machista que diz que o homem tem que dar em cima, até porque, venhamos e convenhamos, as mulheres em 70% dos casos tem mais cabeça para iniciar um dialógo sadio, porém elas ficam lá, como flores num vaso, esperando terem a sorte de ser regadas; o problema é que quem rega essas flores, normalmente as rega com uma água que ninguém quer.
Sei lá, acho que é por isso que existe tanto homem idiota por ai, com mania de menino pequeno de puxar o cabelo, esbarrar, só para tentar fazer a mulher prestar atenção nele, porque simplesmente não sabe o que dizer. Porque quer impressionar. Eu até entendo a insegurança de ser rejeitado, mas não é muito melhor chegar com um 'oi tudo bom, meu nome é sicrano; você ta aqui desde o inicio? ta curtindo os shows? você faz faculdade de que?'; e olha que isso é só o trivial que qualquer palerma que saiba falar pode usar; não é muito melhor chegar com uma cantada que impressione?
Nessas horas acho que é até válido ser o 'engraçadinho', eu tiro isso por experiencia própria e de amigos, que não necessariamente ganharam garotas pela beleza.
Por isso, sempre que uma amiga minha pergunta como faz pra arrumar um homem decente, eu tento responder mais ou menos o seguinte 'se movimenta, po'; afinal, como diz o ditado, quem procura acha; e mais ainda é errando que se acerta. Nos dois casos vejam só que é a pessoa que se movimenta que consegue resultados, e não a quqe fica aguardando uma ajuda do destino. Nada contra as almas gêmeas e os amores à primeira vista, mas eu acredito que se metade das mulheres que vivem se queixando de não arranjar um homem decente fossem a 'caçada', não estariam reclamando, ou pelo menos não estariam se queixando e sim arrumando um modo de arrumar homens melhores.
É tudo questão de oferta e demanda (como sempre), se você só oferta vai precisar que achem você; porém se você demanda, vai estar achando o que procura (é que nem ir as comprar, você prefere ir atrás da roupa que quer, ou esperar ter a sorte de ela cair no seu colo, escolhida por sua tia-avó; leia-se destino). E ainda digo mais, mulheres com atitude estão em falta no mercado, então se você se tornar uma, tenho uma EXCELENTE noticia, você nunca vai estar só.
P.S.: eu sei que isso não vem ao caso do POST, mas tem uma coisa que me irrita mais que idiotas que não sabem começar um dialogo com uma mulher; é uma mulher que fica fazendo fricote pra dizer um NÃO pra esses idiotas, esse com CERTEZA é o motivo de existirem esses idiotas. Digam NÃO se não querem, simplesmente, ou vocês são tão carentes para precisarem ter seu ego adulado por idiotas imprestáveis? Fica a dica: diga NÃO se NÃO QUEREM.
sábado, 5 de novembro de 2011
Qual é a metade da laranja?
Hoje eu tava esperando uma ideia cair no meu colo sobre que presente dar pro meu namorado de 1 ano de namoro, foi então que eu percebi: o maior presente que nós podemos dar um ao outro é ficarmos juntos. Pensei em zilhões de possibilidades, caixa dos sentidos, garrafa com carta, mural de fotos, almofada, fui no santo Google e não achei nada que me agradasse. Não que eu seja do tipo que ama demonstrações públicas de afeto mas resolvi que o melhor cartão que eu posso dar é um post aqui no meu blog:
Eu pego um ônibus e nos assentos da minha frente tem duas mulheres, quando começo a prestar atenção na conversa delas percebo que o tema é "Como é difícil encontrar alguém hoje em dia". É difícil? Pode até ser, mas impossível não é! Enquanto as pessoas reclamam que está impossível achar alguém que valha a pena, eu olho pro lado e só posso pensar o contrário.
As pessoas estão idealizando demais, exigentes demais, ansiosas demais e querendo tudo do jeito que querem na hora que querem. Você não pode passar um ano solteira que isso significa que você nunca vai encontrar alguém. Você não pode sair um sábado sem que alguém demonstre interesse por você. Se você fica com um cara e ele não te liga no dia seguinte, é o fim do mundo e você é a pior e mais feia das mulheres. Você está prestes a completar 30 e ainda não casou? Ih... No drama, please!
O amor é imprevisível! Ele te pega quando você decide dar um tempo de relacionamentos sérios, às 5h da manhã, bêbada, no fim de um show no qual você já ficou com 4 pessoas pra esquecer o mais recente ex-namorado. E enquanto você fica carente, sofrendo com comédias românticas e sábados vazios, ele passa correndo. Não adianta, quanto mais você pede por um namorado, mais longe fica o cara pelo qual você espera. Não é assim que funciona, o amor simplesmente não acontece quando você quer.
Enquanto você passa a noite esperando um determinado cara chegar em você, lançando seus melhores risinhos, sua melhor dancinha e jogada de cabelo... Esquece de olhar ao redor e reparar no cara que estava do outro lado e não tirou os olhos de você. É como diz Martha Medeiros "O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa". Você esbarra em um cara no meio da rua, mil pensamentos te perturbam: "ele é até bonitinho", "ele podia pedir desculpas e começar uma conversa", "será que ele é casado?"... "e aí a gente ia casar e ter 3 filhos, morar num apartamento grande com vista pro mar..." - Nada acontece. Quando você está com a sua melhor roupa, o coração tranquilo, bem no emprego... Nada acontece. Quando você está com o seu melhor vestido, maquiagem impecável... Nada acontece!
Eu pego um ônibus e nos assentos da minha frente tem duas mulheres, quando começo a prestar atenção na conversa delas percebo que o tema é "Como é difícil encontrar alguém hoje em dia". É difícil? Pode até ser, mas impossível não é! Enquanto as pessoas reclamam que está impossível achar alguém que valha a pena, eu olho pro lado e só posso pensar o contrário.
As pessoas estão idealizando demais, exigentes demais, ansiosas demais e querendo tudo do jeito que querem na hora que querem. Você não pode passar um ano solteira que isso significa que você nunca vai encontrar alguém. Você não pode sair um sábado sem que alguém demonstre interesse por você. Se você fica com um cara e ele não te liga no dia seguinte, é o fim do mundo e você é a pior e mais feia das mulheres. Você está prestes a completar 30 e ainda não casou? Ih... No drama, please!
O amor é imprevisível! Ele te pega quando você decide dar um tempo de relacionamentos sérios, às 5h da manhã, bêbada, no fim de um show no qual você já ficou com 4 pessoas pra esquecer o mais recente ex-namorado. E enquanto você fica carente, sofrendo com comédias românticas e sábados vazios, ele passa correndo. Não adianta, quanto mais você pede por um namorado, mais longe fica o cara pelo qual você espera. Não é assim que funciona, o amor simplesmente não acontece quando você quer.
Enquanto você passa a noite esperando um determinado cara chegar em você, lançando seus melhores risinhos, sua melhor dancinha e jogada de cabelo... Esquece de olhar ao redor e reparar no cara que estava do outro lado e não tirou os olhos de você. É como diz Martha Medeiros "O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa". Você esbarra em um cara no meio da rua, mil pensamentos te perturbam: "ele é até bonitinho", "ele podia pedir desculpas e começar uma conversa", "será que ele é casado?"... "e aí a gente ia casar e ter 3 filhos, morar num apartamento grande com vista pro mar..." - Nada acontece. Quando você está com a sua melhor roupa, o coração tranquilo, bem no emprego... Nada acontece. Quando você está com o seu melhor vestido, maquiagem impecável... Nada acontece!
Sabe aquele dia que você deixou de viajar com os amigos por causa do trabalho? Que você tá puto porque o pessoal tá tomando todas no feriadão prolongado e te ligando pra ter conversas bêbadas? Aquele dia que você saiu pra beber até trocar as pernas? Aquele dia que você resolveu pegar todas que dessem mole? Que você nem tá tão bem vestido? Que você foi de carona? É aí que o amor aparece, entre uma virada de tequila e outra.
Ele pode vir com uma conversa mole do tipo "Oi Alice, como é seu nome?", tipo esse que você pensa: "Que idiota!" mas acaba entrando na brincadeira já que você está bêbada demais pra filtrar e quando você vai ver se passou uma semana, um mês, um ano... Quem sabe não passa a vida toda com o idiota? E lá vem mais clichê: o amor pode estar em qualquer lugar. Pode ser aquele colega de trabalho aparentemente pacato ou aquele ator sensacional que você conheceu numa livraria por acaso. Nada é impossível, não é mesmo? Muito menos encontrar o amor. Mas é bom parar de procurar desesperadamente porque pode ser que enquanto você procura, ele também esteja atrás de você e vocês podem estar andando em círculos.
Não espere ouvir que ele te ama no dia do aniversário de namoro ou receber flores maravilhosas com um cartão incrível após a primeira transa. Você vai ouvir "eu te amo" num engarrafamento no fim de uma segunda-feira bem filha da puta, com os cabelos esquisitos, sem maquiagem e com a roupa de trabalho já amassada ou até no carnaval de Olinda, no meio de um encontro de blocos. E as flores? Bem, talvez ele te compre uma flor, sem cartão nem nada, naquele tiozinho que passou oferecendo, num botequim. Porque é como eu disse: o amor é imprevisível!
Amor não se procura. Amor se encontra. Amor não se pede nem se espera. Amor se vive. E não existe "o alguém pelo qual você sempre esperou", existe alguém que tava no lugar certo e na hora certa e que soube ir ficando.
Fizeram a gente acreditar que nós somos a metade de uma laranja. Que duas pessoas pensando igual, agindo igual, é o jeito certo para um relacionamento funcionar. Esqueceram de dizer que o nome disso é anulacao. E que cada um de nós tem uma personalidade diferente e especial.
Ninguém nunca na vida vai ser perfeito pra você, ninguém te completa. É como diz a minha tia: a metade da laranja é uma maçã. Thanks God! Imagina se os dois fossem sentimentais demais? Ou insensíveis demais? O equilíbrio é que é bom!
Se você procura a outra laranja, tenha certeza que decepções não irão faltar. Ninguém precisa da outra metade da laranja, de alguém que o complete. Porque nós já somos completos, precisamos de alguém que entenda e ame o fato de não termos formas e sementes iguais. Ninguém merece carregar nas costas o fardo de completar o que nos falta! E jogue as mãos para o céu aquele que encontrou sua metade da maçã!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
O suor das mãos e as borboletas do estômago
Tem horas que eu tenho vontade de dar os conselhos que não me deram. Sabe, às vezes a gente precisa ouvir alguma coisa que não venha acompanhado de frases clichês do tipo "você colhe o que planta". Às vezes a gente precisa de um conselho com consistência, nostalgia e até arrependimento. Talvez esse conselho não alcance ninguém, mas eu vou falar mesmo assim.
Mesmo que anos atrás eu não fosse querer ouvir conselho algum, seria ótimo se tivssem me dado. Não é que eu seja muito da vivida, mas é que só olhando pra trás a gente consegue ver as coisas com mais clareza e menos sentimento. Tem gente que aprende com os erros dos outros, tem gente que não. Eu sou do tipo que se dizem que enfiar o dedo na tomada dá choque, eu vou lá e enfio pra ver no que dá. Ou seja, nada de conselhos pra mim!
Se você é como eu, não aconselho seguir lendo esse texto. Ou aconselho, porque né? Se você é como eu, não vai querer ouvir um conselho meu sobre não ler meu texto sobre conselhos... (WHAT????). Sim, essa sou eu em modo paranóico falando(escrevendo) sem pausas para respirar.
O que eu vim falar hoje aqui é sobre o primeiro amor da nossa vida. Sim, porque depois do primeiro existirão muitos outros amores da sua vida. E eu não estou falando do amor platônico que eu tinha no auge dos meus 7 anos, que me fazia escrever cartas destinadas ao Leonardo DiCaprio e que nunca foram enviadas... Eu falo do primeiro amor recíproco!
Existem coisas que não voltam mais, como o primeiro amor. Se eu só pudesse dar um só conselho sobre isso seria: Crie seu conto de fadas como quiser, porque essa é a hora de fantasiar. Porque nem você, nem o tal carinha sabem muito bem o que estão fazendo. E isso não necessariamente significa que você precisa ter 10 anos pra não saber o que está fazendo, ou ter o seu primeiro amor.
E eu digo isso porque o meu foi lá pelos 15 anos. Eu transbordava sensualidade com meu penteado de sempre; rabo de cavalo, corpo esquisito e vestimenta confusa. Ele também não era o príncipe encantado (pros outros), porque pra mim era o que existia de mais maravilhoso. Eu podia ter boas recordações disso, mas não tive.
Eu tive medo. De me magoar, de magoar ele, de magoar outras pessoas, de parecer ridícula, de não saber o que fazer, de estar exagerando. E por medo, nada fiz. Me expus mais do que deveria por pura inocência e deixei de viver essa coisa fofa que é o primeiro amor. E eu digo deixei de viver porque ele não foi uma coisa concretizada, vivida... Ele só existiu nos meus sentimentos.
E hoje, olhando pra trás o que eu tenho a dizer é que não se pode ter medo. Porque querendo ou não; a gente não vai saber o que fazer, vai exagerar, vai chorar horrores, vai sentir muito frio na barriga, vai querer sair correndo pra bem longe, vai querer correr em direção a ele, vai ligar e desligar só pra ouvir a voz, vai cantar qualquer coisa chorando (na minha época era Avril Lavigne), vai se desesperar e achar que nunca mais vai amar alguém assim. Mas vai.
E essa inocência não volta mais, assim como o primeiro amor. Por isso aproveite pra fazer cenas de novela, dramas imensos, sonhar bastante, brincar de verdade ou consequência, pra escrever cartas e mais cartas, idealizar o príncipe encantado, dar ursinhos enormes com chocolate, ir no cinema e não prestar atenção em um segundo do filme pensando no que fazer, dar um beijo no intervalo da aula escondido atrás da pilastra, de ter as mãos suadas e os olhos inquietos, pra riscar as bancas com músicas e corações, pra fazer demonstrações públicas de afeto... Essa é a hora, depois a gente fica velho demais, sem tempo demais e chato demais pra tudo isso. E não, essa não é a sua mãe falando, muito mentos aquela tia-avó que só se vê de ano em ano.
Mesmo que anos atrás eu não fosse querer ouvir conselho algum, seria ótimo se tivssem me dado. Não é que eu seja muito da vivida, mas é que só olhando pra trás a gente consegue ver as coisas com mais clareza e menos sentimento. Tem gente que aprende com os erros dos outros, tem gente que não. Eu sou do tipo que se dizem que enfiar o dedo na tomada dá choque, eu vou lá e enfio pra ver no que dá. Ou seja, nada de conselhos pra mim!
Se você é como eu, não aconselho seguir lendo esse texto. Ou aconselho, porque né? Se você é como eu, não vai querer ouvir um conselho meu sobre não ler meu texto sobre conselhos... (WHAT????). Sim, essa sou eu em modo paranóico falando(escrevendo) sem pausas para respirar.
O que eu vim falar hoje aqui é sobre o primeiro amor da nossa vida. Sim, porque depois do primeiro existirão muitos outros amores da sua vida. E eu não estou falando do amor platônico que eu tinha no auge dos meus 7 anos, que me fazia escrever cartas destinadas ao Leonardo DiCaprio e que nunca foram enviadas... Eu falo do primeiro amor recíproco!
Existem coisas que não voltam mais, como o primeiro amor. Se eu só pudesse dar um só conselho sobre isso seria: Crie seu conto de fadas como quiser, porque essa é a hora de fantasiar. Porque nem você, nem o tal carinha sabem muito bem o que estão fazendo. E isso não necessariamente significa que você precisa ter 10 anos pra não saber o que está fazendo, ou ter o seu primeiro amor.
E eu digo isso porque o meu foi lá pelos 15 anos. Eu transbordava sensualidade com meu penteado de sempre; rabo de cavalo, corpo esquisito e vestimenta confusa. Ele também não era o príncipe encantado (pros outros), porque pra mim era o que existia de mais maravilhoso. Eu podia ter boas recordações disso, mas não tive.
Eu tive medo. De me magoar, de magoar ele, de magoar outras pessoas, de parecer ridícula, de não saber o que fazer, de estar exagerando. E por medo, nada fiz. Me expus mais do que deveria por pura inocência e deixei de viver essa coisa fofa que é o primeiro amor. E eu digo deixei de viver porque ele não foi uma coisa concretizada, vivida... Ele só existiu nos meus sentimentos.
E hoje, olhando pra trás o que eu tenho a dizer é que não se pode ter medo. Porque querendo ou não; a gente não vai saber o que fazer, vai exagerar, vai chorar horrores, vai sentir muito frio na barriga, vai querer sair correndo pra bem longe, vai querer correr em direção a ele, vai ligar e desligar só pra ouvir a voz, vai cantar qualquer coisa chorando (na minha época era Avril Lavigne), vai se desesperar e achar que nunca mais vai amar alguém assim. Mas vai.
E essa inocência não volta mais, assim como o primeiro amor. Por isso aproveite pra fazer cenas de novela, dramas imensos, sonhar bastante, brincar de verdade ou consequência, pra escrever cartas e mais cartas, idealizar o príncipe encantado, dar ursinhos enormes com chocolate, ir no cinema e não prestar atenção em um segundo do filme pensando no que fazer, dar um beijo no intervalo da aula escondido atrás da pilastra, de ter as mãos suadas e os olhos inquietos, pra riscar as bancas com músicas e corações, pra fazer demonstrações públicas de afeto... Essa é a hora, depois a gente fica velho demais, sem tempo demais e chato demais pra tudo isso. E não, essa não é a sua mãe falando, muito mentos aquela tia-avó que só se vê de ano em ano.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
As três histórias de Steve Jobs.
Hoje depois de um dia muito atarefado e totalmente desconectado do mundo, me sentei de frente pra Tv com um pratão de lasanha... Eis que passa na chamada: "Morre Steve Jobs...". Tomei um susto. Não que fosse uma novidade pra mim a doença dele, mas é que eu acho que ainda não tava esperando ouvir isso.
Passou a notícia e em seguida um trecho de um depoimento dele que me fez pensar na vida. Todos sabem de sua genialidade e da revolução feita por Steve com a Apple, seus ipods, iphones e ipads - pelo profissional e pelos feitos tecnológicos, ele será sempre lembrado. Mas não é sobre isso que eu vou falar hoje aqui. Eu resolvi falar sobre o ser humano, sobre como Steve Jobs me fez chorar numa quinta-feira corriqueira.
Tudo isso porque ele tocou em pontos fundamentais da minha vida e que, muito provavelmente, são da sua também. Mas todos esses pontos estão diretamente ligados a um único ponto: o amor. Steve Jobs fala sobre amar a vida, a profissão e as pessoas. Aqui vai o depoimento inteiro (o texto é longo mas vale muito a pena!):
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Passou a notícia e em seguida um trecho de um depoimento dele que me fez pensar na vida. Todos sabem de sua genialidade e da revolução feita por Steve com a Apple, seus ipods, iphones e ipads - pelo profissional e pelos feitos tecnológicos, ele será sempre lembrado. Mas não é sobre isso que eu vou falar hoje aqui. Eu resolvi falar sobre o ser humano, sobre como Steve Jobs me fez chorar numa quinta-feira corriqueira.
Tudo isso porque ele tocou em pontos fundamentais da minha vida e que, muito provavelmente, são da sua também. Mas todos esses pontos estão diretamente ligados a um único ponto: o amor. Steve Jobs fala sobre amar a vida, a profissão e as pessoas. Aqui vai o depoimento inteiro (o texto é longo mas vale muito a pena!):
"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Minha terceira história é sobre morte.
Obrigado."
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Acabou? De quem é a culpa mesmo?
Sempre é a mesma coisa; 'a culpa é dela que não mudou', ou 'a culpa é dele por não parar de falar com aquelas piriguetes', ou ainda pior 'a culpa é dele por não me dar tanta atenção'. Calma lá, será mesmo que a culpa é só de UMA das partes de um relacionamento?
Pra mim não tem essa não sabe? Se o relacionamento tem duas partes, quando ele não dá certo, as duas tem culpa por dar errado, é óbvio que em vários casos uma das partes tem mais culpa que as outras, mas não conheço nenhum em que ambas as partes são inocente.
Se o casal terminou porque ela era muito ciumentas, provavelmente ele não a ajudou a sanar esse problema. Provavelmente ele tinha aquelas 'amigas' que ela odiava, e das duas uma, ou fez exatamente o que ela mandou ele fazer, como se afastar das 'amigas' e fez ela acreditar, mesmo que inconscientemente que ter ciumes era certo; ou ele continuou a manter o relaciomento que tinha com as 'amigas' o que só fez ela explodir em várias crises que culminaram o fim do relacionamento. Qual seria a solução desse caso então? Nem 8 nem 80, um consenso. Se ela era explosiva e tinha ciúmes incontroláveis, não cabia a ele tentar domar aquilo ou pedir pra que ela mudasse, cabia a ele entender e passar não condená-la durante as explosões, porém, ao mesmo tempo, ele deveria deixar claro que não iria mudar seus relacionamentos por causa dela, pois ele era livre pra ir e vir, e decidir com quem se relaciona, só que iria sim levar em consideração a opinião dela (mesmo que infundada) e iria manter um relacionamento com essas 'amigas' que não desse brecha pra nenhuma segunda intenção (ou terceiras, ou quartas).
Na verdade, o dialógo é a solução de tudo. Enquanto guardamos os sentimentos e opiniões, acreditando que o amor é um jogo como poker, no qual quem tiver as melhores cartas vence, nada pode dar certo. Se o amor é um jogo de cartas, é a canastra, onde podemos sim fazer um bom jogo por si só, mas o melhor jogo que obtemos é quando pegamos a 'sujeira' dos outros. É o mesmo com amor, o melhor resultado obtido é quando aprendemos com os erros alheios, e mais ainda, quando aprendemos a respeitar as diferenças, tentando achar uma solução em que ambos melhorem de situação com a maior transparência possível. Não sou tolo ao ponto de dizer que o casal perfeito é aquele em que ambos são super-sinceros, como Luiz Fernando Veríssimo na sua sitcom 'Super-sincero'. Não, não... Tudo em excesso faz mal, inclusive a transparência, imagina só namorar com alguém invisivel? Tem que ter um pouco de vermelho ou violeta.
Então tome cuidado quando for dizer para alguém, ou para si mesmo que a culpa do relacionamento que não prosperou é de fulano ou sicrana, quando na verdade todas as partes são culpadas, principalmente por não ter dado seu melhor para que o relacionamento não chegasse naquele fatidico fim.
Obs: eu falei anteriormente que não tem nenhum caso em que só uma das partes tem culpa; na verdade existe, é a traição, porém há quem diga que em alguns casos a traição não é culpa só do traidor; que às o traído ajudou a construir a vontade da pulada de cerca. Eu particulamente discordo quanto a isso. Traição só tem um culpado, aquele que pula a cerca. Assim como eu acredito que no caso em que ela trai, e ele ao descobrir também trai, é bem simples de declarar o culpado: Ele é condenado por trair, não tem essa de ele fez porque ela fez. Ele fez porque quis. Só que o erro dele nem é justificado pelo dela, assim como também não apaga o dela. Então ambos estão errados, e acredito que quem comete a traição por vingança é pior, pois a vingança em si é uma falsa sensação de justiça.
P.S.: Em breve farei um texto sobre traição e suas perspectivas. Aguardem!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O Maior dos Luxos: O Amor
Quando dois namorados estão juntos, vivem dizendo 'eu te amo', não importa o futuro que esteja por vir, eles simplesmente se amam, naquele momento eterno. Pois sabem que noites de luar e canções romantica nunca ficarão obsoletas, mesmo que corações se quebrem, sejam corroídos por paixões, despedaçados por ódio ou definhados por ciúmes, o amor sempre vai estar na moda, porque não há nada mais legal do que amar.
O Amor é um Luxo, superfluo para quem não precisa dele, e que só vale a pena se é estimado demais para que se esteja disposto a pagar o valor absurdo que é cobrado pelo dito cujo.
E como todo bom luxo, as mulheres anseiam por ele, sem nem saber porque, e os homens o ridicularizam, só pra dizer que são melhores. Só que todos sabem que homens são tão voluptuosos quanto qualquer animal, e o amor nada mais é que o sexo mais caro, numa unidade monetária que não tem taxa de câmbio, onde o valor é determinado pela intensidade da vontade e do sentimento.
Logo, independente do tempo, local e personagens, o amor vai continuar a ser o mesmo de sempre, um combate sem glória, ou vitória, um caso de fazer, ou morrer. A única alegria que resta é saber que o mundo sempre dará vivas aos namorados que enaltecerem o amor.
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